O Brasil é um país de grandes proporções e em constante desenvolvimento, no qual as telecomunicações são de suma importância e têm a comunicação a longa distância como responsável por uma grande rede de informações e tráfego de dados.
Num país como o Brasil as redes de telefonia tiveram que acompanhar seu desenvolvimento e dessa necessidade originou o grande crescimento do setor que, em 1960, possuía um sistema falho, com apenas um milhão de telefones fixos instalados, péssima qualidade de serviços e uma demanda, não atendida, por novas linhas telefônicas. Paralelo a isso, as comunicações internacionais eram feitas por rádio e seus preços eram elevados, tornando-as inacessíveis para grande parte da população.
Esse processo de desenvolvimento do setor começou a apontar após o período de monopólio estatal pela Telecomunicações Brasileiras S.A. (TELEBRÁS), compreendido entre 1972 e 1998, quando foi aprovada a Lei Geral de Telecomunicações (LGT), em 1997, que permitiu ao governo brasileiro reorganizar o sistema de telecomunicações, criando a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL).
Com a criação da ANATEL e a percepção de que as estatais passavam por sérios problemas financeiros e na oferta de serviços – por não acompanharem as transformações nas telecomunicações e por carência de investimentos -, deu-se origem a privatização dos serviços, que ocorreu de uma maneira polêmica, pois não restringiu a participação estrangeira nem determinou um limite de ações por comprador individual, fazendo com que a venda da TELEBRÁS tenha, aparentemente, substituído o monopólio estatal pelo privado.
Hoje, onze anos após o processo de privatização e com tantas operadoras de telefonia fixa e móvel, o país conta com aproximadamente 6,5 milhões de celulares 3G e mais de 170 milhões de usuários de telefonia móvel (dados referentes ao terceiro trimestre de 2009), gera mais de 200 mil empregos diretos e indiretos e cerca de 80% do total faturado destina-se às atividades prestadoras de serviços de telecomunicações.
Atrelado a esse crescimento substancial após a privatização, o setor de telecomunicações aumenta a produtividade da economia, principalmente quando considerado como setor independente da atividade econômica e meio fundamental em outras atividades. É tão expressiva sua participação na economia global que a iniciativa privada investe no Brasil, anualmente, uma média de R$ 15 bilhões, com ênfase, nos dias atuais, em banda larga e em tecnologia de terceira geração (3G) para o serviço celular.
Três mil reais! Isto mesmo. Era este o preço que pagávamos para ter o “luxo” de possuir um telefone fixo em casa. E não faz muito tempo. Em meados dos anos 90, além de ter que dispor de um alto investimento era necessário aguardar meses ou até mesmo anos para obter-se o benefício. Celular? Este era o “Ferrari” da época; somente altos executivos e pessoas de alto poder aquisitivo podiam usufruir deste privilégio.
Os tempos mudaram. Possuir um telefone fixo em casa hoje é como ter água e luz. Celular então… Já são milhões de brasileiros com este aparelho. Alguns dizem que a privacidade acabou, outros que não sabem como viviam sem ele. Pequenos, finos, com TV, computador e até mesmo dois chips. Eles não param de evoluir. Enquanto um veículo leva aproximadamente quatro anos para desatualizar-se os celulares não passam de alguns meses. Trocar de celular faz parte do cotidiano do brasileiro, significa “status”, acompanhamento de tendência social e tecnológica. Também, o que não falta são ofertas no mercado. O leque é bem vasto.
Em compensação a evolução vem acompanhada por efeitos colaterais. As companhias telefônicas lideram o ranking de reclamações dos consumidores nos PROCONS municipais, ganhando até dos antigos vilões, os cartões de crédito. As pessoas estão cada dia mais estressadas com o corre-corre do dia-a-dia; algumas chegam a falar ao celular mais que 30% do seu dia. As multas e acidentes de trânsito crescem consideravelmente pelo uso indevido deste equipamento ao volante e os furtos destes aparelhos já fazem parte da rotina das principais capitais brasileiras.
Contudo, mesmo com os efeitos colaterais, não podemos negar que o avanço das telecomunicações contribuiu, e muito, para o crescimento da economia do país e sem a privatização este avanço não seria possível. Afinal, como diz o ditado: “Quem não se comunica, se trumbica”!
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Com grandes mercados, grandes problemas e grandes oportunidades. Claro que existem problemas mas, por outro lado, o mercado de telefonia móvel ainda irá gerar muitos bons negócios ao longo do tempo para quem tiver visão e criatividade.
Concordo plenamente com o Rodrigo, além do mais tudo tem seus altos e baixos.